O ataque aconteceu ao meio-dia diante de uma agência do New Kabul Bank, no centro da capital da província de Helmand.
O Departamento de Saúde de Helmand divulgou um balanço de 29 mortos e 60 feridos.
O diretor do hospital estatal Bost, Mulá Dad Tabidar, confirmou o número de vítimas, mas advertiu que o balanço pode aumentar nas próximas horas.
O atentado, que não foi reivindicado até o momento, foi executado com um carro-bomba, informou o chefe de polícia provincial, Aqa Noor Kentoz, ao canal Tolo News.
“Os civis e os militares aguardavam em uma fila para receber os salários no momento da explosão do veículo”, disse.
A mesma agência do New Kabul Bank já havia sido alvo de um ataque em fevereiro em circunstâncias similares. O atentado, reivindicado na época pelos talibãs, deixou seis mortos e 20 feridos.
– Noite do Destino –
Lashkar Gah está praticamente cercada pelos talibãs, que controlam 75% da província de Helmand, principal zona de produção da papoula, planta da qual se extrai o ópio, maior fonte de recurso dos insurgentes, que cobram impostos dos produtores.
O Afeganistão celebra nesta quinta-feira a Noite do Destino, uma data importante nos últimos dias do Ramadã, o mês de jejum que terminará no domingo ou na segunda-feira com a festa de Eid al Fitr.
Este período especial para os muçulmanos provoca o temor de um aumento dos ataques de extremistas islâmicos, que acreditam alcançar o paraíso com atentados suicidas durante o momento sagrado para os muçulmanos.
O país registrou uma intensificação dos ataques nas últimas semanas, entre eles um que deixou 150 mortos e 400 feridos no dia 31 de maio no bairro diplomático de Cabul. Este atentado, o mais violento no país desde 2001, não foi reivindicado por nenhum grupo.
Os talibãs assumiram a responsabilidade de vários atentados contra as forças de segurança afegãs, que mataram dezenas de soldados e policiais.
Os extremistas também admitiram que estão por trás das operações contra as forças ocidentais, das quais exigem a saída do país. Ao mesmo tempo, o Pentágono estuda o envio de milhares de soldados para reforçar os 8.400 militares presentes no Afeganistão como parte da força da Otan.